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Médicos repudiam nova proposta e agora justiça deve decidir sobre o destino dos 184 demitidos

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05/02/2016 | Notícia Simesp

Médicos repudiam nova proposta e agora justiça deve decidir sobre o destino dos 184 demitidos

Em assembleia realizada na noite de quinta-feira, 4, médicos demitidos pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo repudiaram nova proposta da instituição e agora o caso será decidido pela justiça. Em 16 de fevereiro, haverá uma nova audiência no Tribunal Regional do Trabalho para tratar do assunto.

Embora a lei determine que os valores das verbas rescisórias devam ser pagos em até dez dias após a demissão, a Santa Casa, desde outubro de 2015, tenta um acordo diferente do que prega a legislação trabalhista. Acordo que os 184 médicos demitidos entendem, até o momento, como desvantajoso.

“O subfinanciamento do SUS e a má gestão colocaram a Santa Casa nessa crise. Os médicos não são responsáveis por ela e não querem pagar essa conta”, afirma Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

A primeira oferta da Santa Casa, apresentada em outubro do ano passado, sugeria que dos 184 médicos, 88 recebessem essas verbas em até um ano e o restante (96) entre 13 e 23 meses. O que não foi aceito.

Na segunda proposta, feita em janeiro desse ano, a Santa Casa manteve o parcelamento dos pagamentos em até 23 meses, mas ofereceu, a partir da 13ª parcela, correção pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A proposta, apresentada na noite de quinta-feira para que os participantes da assembleia a avaliassem, também não foi aceita. Todos consideraram a oferta como muito desfavorável. “É uma proposta imoral”, disse uma das médicas presente.

Sem um acordo na audiência do dia 16, a justiça julgará a legalidade nas demissões da Santa Casa.