O Ministério da Saúde propôs um reajuste de 14% no valor da bolsa, além de alterações na lei de residência médica. A proposta foi rejeitada pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) que, em contraproposta, solicitou 50% de reajuste e um novo marco regulatório para modernizar as leis às quais estão sujeitos médicos residentes. O governo federal tem até o dia 16 de fevereiro para responder à ANMR.
“É prática corriqueira do Estado protelar por anos a revisão desses valores. Em consequência disso, periodicamente vemos greves de residentes que se veem sem alternativas”, conta Victor Dourado, que representou o Simesp na assembleia. Segundo ele, os reajustes dos valores da bolsa de residência médica costumam acontecer somente sob pressão dos próprios médicos residentes. Para Dourado, a esperança é que a negociação proporcione condições adequadas para a realização das atividades de residência médica e provimento de saúde pública à população.