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Médicos realizaram assembleia por reajuste da bolsa

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12/02/2020 | Notícia Simesp

Médicos realizaram assembleia por reajuste da bolsa

No dia 10 de fevereiro, residentes realizaram assembleia a fim de debater o valor da bolsa de residência médica, que não é reajustada há quatro anos. Além da defasagem, o aumento das alíquotas previdenciárias decretado por Bolsonaro no início do ano aumentará o desconto sobre a bolsa de 11% para 14%. Representante do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e da Associação dos Médicos Residentes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Amerusp) estiveram presentes no encontro.

O Ministério da Saúde propôs um reajuste de 14% no valor da bolsa, além de alterações na lei de residência médica. A proposta foi rejeitada pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) que, em contraproposta, solicitou 50% de reajuste e um novo marco regulatório para modernizar as leis às quais estão sujeitos médicos residentes. O governo federal tem até o dia 16 de fevereiro para responder à ANMR.

“É prática corriqueira do Estado protelar por anos a revisão desses valores. Em consequência disso, periodicamente vemos greves de residentes que se veem sem alternativas”, conta Victor Dourado, que representou o Simesp na assembleia. Segundo ele, os reajustes dos valores da bolsa de residência médica costumam acontecer somente sob pressão dos próprios médicos residentes. Para Dourado, a esperança é que a negociação proporcione condições adequadas para a realização das atividades de residência médica e provimento de saúde pública à população.