08/12/2017 | Notícia Simesp
Médicos que trabalham em serviços de urgência e emergência estão sem pagamento
Depois de meses de negociação, o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) não conseguiu avançar nas melhorias para a rede de saúde de Osasco, que passa por problemas estruturais sérios, com falta de abastecimento de insumos e médicos que trabalham como terceirizados nas unidades de urgência e emergência nos prontos atendimentos (PAs) do município. Para piorar a situação, esses médicos, que trabalham como pessoa jurídica (PJ), estão sem receber pelos plantões trabalhados. Haverá uma nova assembleia com os médicos da cidade na próxima segunda-feira, dia 11 de dezembro, às 18h30, para debater a situação e encaminhamentos. A reunião será na Policlínica Dona Leonil Crê Bortolosso (Av. Getúlio Vargas, 889 – Jardim Piratininga – Osasco).
Segundo o presidente do Simesp, Eder Gatti, para reduzir a sua folha de pagamento, a prefeitura diminuiu o número de médicos nos PAs do município e preencheu as escalas com médicos terceirizados. “Agora esses médicos terceirizados não estão sendo pagos por plantões e esses atrasos poderão resultar em problemas de atendimento à população. Tínhamos uma reunião agendada com o prefeito e ele desmarcou. Não querer nos receber só evidencia o descaso dele com os munícipes”.
Rejuste salarial e reposição de profissionais
Com relação à correção salarial dos médicos, em outubro foi proposto pelo Simesp um reajuste de 46,18% sobre o salário dos plantonistas e a equiparação salarial entre plantonistas e diaristas. Esse índice foi baseado na nas perdas salariais com a inflação acumulada nos últimos 10 anos. Além disso, foi solicitada a incorporação do Prêmio Incentivo aos salários.
O Simesp pleiteou a reposição do quadro médico, pedindo à prefeitura que convoque os profissionais já aprovados em concursos públicos e crie novos editais.