Médicos, residentes e estudantes de Medicina realizaram passeata, neste dia 3 de julho, contra a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil sem revalidação de diplomas. Eles estiveram concentrados, a partir das 16 horas, na sede paulista da Associação Médica Brasileira (AMB), na rua São Carlos do Pinhal, 324, e saíram em direção à avenida Paulista, até o gabinete de representação da Presidência da República, na esquina com a rua Augusta.
Para Renato Azevedo, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), "esta é uma manifestação que acontece em todo o Brasil e que mostra o inconformismo e o protesto quanto à proposta irresponsável e inconsequente do governo federal em trazer médicos graduados no exterior para atuar no Brasil sem revalidação do diploma."
Além de Azevedo, também participaram da passeata, representando o Cremesp, o vice-presidente Mauro Aranha, os diretores e conselheiros João Ladislau Rosa, Sílvia Mateus, Krikor Boyaciyan, Renato Françoso, Clóvis Franscisco Constantino, Silvana Morandini e Desiré Callegari, entre outros.
A ação foi convocada pela Associação Paulista de Medicina (APM), Associação Nacional dos Médicos Residentes e Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). A passeata contou com presidentes e diretores das entidades médicas, entre eles o da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, e da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão (APM), além de parlamentares.
Manifestações semelhantes fizeram parte da ação nacional desencadeada em todo o País pelas entidades médicas, na defesa de que todo profissional graduado em Medicina fora do Brasil deve se submeter ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida).