Nesta sexta-feira, dia 22 de março, trabalhadores de diversas categorias, incluindo os médicos, se encontrarão para um ato do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência. A manifestação será no Vão Livre do Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), na Avenida Paulista, às 17h.
Conhecida como PEC da Morte, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2019, do governo de Jair Bolsonaro, pretende aumentar a idade mínima, bem como o tempo de contribuição necessário para a aposentadoria. “No momento mais vulnerável da vida, o trabalhador ficaria sem aposentadoria, sem garantia de sobrevida, como acontece no Chile. O país enfrenta uma epidemia de suicídios por idosos acima de 80 anos, por receberem valor equivalente a R$300 ou R$400 por mês”, explica Juliana Salles, diretora de assuntos jurídicos do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). A proposta de Jair Bolsonaro também é similar à que foi posta em prática na Colômbia e México, onde sete em cada 10 trabalhadores não conseguem se aposentar.
Na prática, a reforma quer destruir a previdência social solidária (em que empregado, empregador e Estado garantem o direito à seguridade), dando lugar à capitalização individual. Ao desobrigar empresas de contribuir com a previdência, o governo pretende repassar fundos previdenciários ao pagamento de juros da dívida pública, que não correspondem às necessidades da população. “Estamos convencidos de que a reforma será muito ruim para nós também e queremos que os médicos participem efetivamente da luta pelo direito à aposentadoria”, finaliza Juliana.