A assembleia de médicos de Osasco terminou, na noite de quinta, 28, com duas decisões: um pedido de audiência será encaminhado pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) ao prefeito Jorge Lapas, e um novo encontro com a categoria marcado para 18 de junho.
A ideia é que a audiência com o prefeito ocorra antes da próxima assembleia e trate das seguintes demandas:
1. Reorganização da rede de saúde de Osasco (devido aos relatos unânimes da grave crise no atendimento aos cidadãos);
2. Reajuste salarial com reposição de perdas e ganho real;
3. Convocação dos aprovados no último concurso público e novo concurso público para provimento de profissionais nas unidades.
“A saúde de Osasco é precária e não é de agora”, avaliou Gatti. No início do encontro, o presidente do Simesp relatou aos presentes quais medidas já haviam sido tomadas pelo Sindicato diante da crise da saúde na cidade.
Eder Gatti contou que além de notificar o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, o Simesp também tem usado os órgãos de comunicação da entidade e outros veículos de mídia para denunciar o que todos os presentes concordaram ser uma situação de caos na saúde da quinta maior cidade (em número de habitantes) do estado.
O diretor do Simesp, José Erivalder Guimarães de Oliveira, lembrou que em reunião no dia 9 de abril, o secretário de saúde de Osasco, José Amando Mota, assegurou que mesmo diante da terceirização do atendimento, a prefeitura teria total controle do processo. “A prefeitura, ela não perde a gestão do hospital”, garantiu, na ocasião, Mota.
Na futura audiência, ficou acordado que os representantes do Sindicato dos Médicos de São Paulo serão Eder Gatti, presidente do Sindicato, e Lígia Célia Leme Forte Gonçalves, presidente da regional de Osasco do Simesp.