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Médicos federais paulistas protestam contra a MP 568

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13/06/2012 | Notícia Simesp

Médicos federais paulistas protestam contra a MP 568

Médicos servidores públicos federais e lideranças da categoria concentraram-se em frente ao Hospital São Paulo na manhã desta terça-feira, 12 de junho, para protestar contra a Medida Provisória 568. A MP, no caso desses profissionais, diminui os salários, altera o cálculo das gratificações e reduz os valores de insalubridade e periculosidade com prejuízo de até 50% para os profissionais da Medicina.

Em Sâo Paulo, não houve suspensão do atendimento, mas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco apenas as urgências e emergências estão sendo atendidas.

“Nunca ocorreu uma manifestação tão forte da classe médica em relação a uma atitude do governo. Estamos acostumados a debater aumentos salariais e, agora, temos de lutar contra uma medida provisória que pode reduzir pela metade os nossos vencimentos. A medida é discriminatória, complexa e foi propositadamente feita dessa maneira para impedir a discussão. Não aceitamos essas práticas. Acredito que o ato de hoje terá impacto positivo junto aos parlamentares”, explicou Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM).

Segundo Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a audiência pública que ocorreu em Brasília, no dia 5 de junho, foi histórica devido à quantidade de médicos presentes. “Hoje, será votada a admissibilidade da medida pela Comissão Mista do Congresso Nacional. O relator, senador Eduardo Braga, acordou que serão retirados os artigos que prejudicam os médicos, porém é importante manter a pressão sobre os parlamentares”.

“A MP trata os médicos como se fossem desnecessários para o Sistema Único de Saúde. Não se constrói o SUS sem a valorização do trabalho médico. Essa luta é para sensibilizar os congressistas e, ao mesmo tempo, em benefício da assistência médica da população brasileira”, disse Renato Azevedo, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM-SP).

Para marcar o sentimento de indignação e contrariedade, os médicos soltaram 5 mil balões pretos e deram uma volta em torno do Hospital São Paulo.”Os próximos 30 dias serão decisivos para reedição ou não da MP. Estamos definindo uma assembleia para semana que vem e nos manteremos mobilizados”, finalizou Meinão.