Os médicos da Prefeitura do Recife paralisaram na última terça-feira (05), por 24 horas, os atendimentos nos serviços eletivos dos ambulatórios e PSFs para chamar a atenção da gestão municipal sobre a precariedade nas unidades de saúde e a valorização da categoria.
Logo no início da manhã, cerca de 100 profissionais se concentraram na sede do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) em mobilização, para avaliar o movimento. Na ocasião, vários médicos descreveram relatos sobre falta de condições de trabalho de ordem estrutural e física nas unidades de saúde.
Segundo o presidente do Simepe, o objetivo da paralisação é advertir a Prefeitura das necessidades referentes à saúde e sobre os pleitos de uma proposta viável que dignifique o trabalho do médico. "A adesão à paralisação foi positiva e os serviços de emergências foram preservados", explicou o presidente do Simepe, Silvio Rodrigues.
Ainda de acordo com representantes do Sindicato, o objetivo não é só assegurar os direitos da categoria, mas lutar por condições adequadas de trabalho para garantir à população um atendimento de qualidade.
O vice-presidente do Simepe, Mário Jorge Lobo, aproveitou a oportunidade para esclarecer dúvidas sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) e garantiu que o compromisso é defender uma proposta de reajuste salarial decente para a categoria.
Hoje (6), acontecerá nova rodada de negociação com a Secretaria de Saúde do Recife.
A próxima assembleia da categoria será na quinta-feira, dia 7 de julho, às 14h, no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), para definição dos rumos do movimento da Campanha Salarial.