“Estamos preocupados com a vida das pessoas, não queremos que haja desassistência. O Hospital Antônio Giglio recebe grande parte dos pacientes vindos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e queremos garantir que os casos graves tenham atendimento, mesmo em um momento tão difícil para os médicos que estão sem salário”, explica Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).
Os profissionais, que atuam sem vínculo de trabalho, apenas recebiam seus pagamentos por depósito bancário, sem saber exatamente de onde esse dinheiro era originário. “Os médicos sabem que recebem de alguém, mas desconhecem a origem da empresa e a relação com o hospital. Tendo em vista as informações, acabamos nos questionando se existe um esquema de caixa dois e corrupção na cidade. Quem pagaria a conta é a população”, finaliza Gatti.
Os médicos do HMAG foram quarteirizados, já que prestam serviços para uma empresa contratada da organização social (OS) Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV), que administra o hospital. De acordo com Gatti, essa situação está cada vez mais comum na saúde de Osasco. “O descaso do prefeito Rogério Lins não é mais novidade, a prefeitura terceirizou grande parte da mão de obra médica e, como resultado, agora temos o sucateamento da saúde do município”, afirma.
Andamento das negociações
Na ocasião, a OS propôs que os pagamentos de dezembro fossem realizados apenas em 15 de fevereiro, o que os médicos não aceitaram. “O ISSRV pediu que os médicos confiassem em sua palavra, mas essa confiança já foi perdida há muito tempo”.
Organização social problemática