De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, no ano passado, a Atenção Primária à Saúde (APS) de Cajamar vivenciou uma crise parecida, na qual os médicos ficaram sem pagamento e muitos se demitiram e até hoje a prefeitura não conseguiu preencher as vagas dos profissionais. “Por essa razão, atualmente faltam médicos nos postos de saúde e isso ocasiona uma sobrecarga de atendimento. O Hospital Municipal se tornou o único serviço de saúde do município que está atendendo a população e esse atendimento está sendo prejudicado.”
Gatti sinaliza que tal situação evidencia o descaso da Prefeitura de Cajamar com a saúde pública e com os seus munícipes, que dependem desse atendimento. Durante a greve, serão mantidos os serviços de urgência e emergência, mas todas as atividades eletivas e os atendimentos de baixa complexidade estão suspensos.