Simesp

Médicos estão em estado de greve por atraso nos salários e precariedade dos vínculos trabalhistas

Home > Médicos estão em estado de greve por atraso nos salários e precariedade dos vínculos trabalhistas
23/12/2016 | Notícia Simesp

Médicos estão em estado de greve por atraso nos salários e precariedade dos vínculos trabalhistas

No último domingo, dia 18, o corpo clínico do Pronto Socorro de Miracatu decidiu manter estado de greve a partir do dia 23 até que os vencimentos atrasados sejam pagos e sejam regularizados os vínculos empregatícios que apresentam irregularidades.

No dia seguinte foi protocolado documento informando a situação durante reunião entre representante da regional do Vale do Ribeira do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o secretário da saúde, Dr. Caliba (Carlos Alberto de Lima Barbosa Bastide Maria), e representante do Instituto Social Saúde Resgate a Vida (ISSRV), organização social que administra o serviço. No próximo dia 27, às 10h, haverá outra assembleia geral extraordinária dos médicos, no próprio Pronto Socorro, para definir os rumos do movimento.

Na terça-feira, dia 20, o delegado regional do Simesp, Kassem Ali Hamad, participou de reunião com o prefeito da cidade, João Amarildo Valentin da Costa, e com a tesoureira da prefeitura, Marine Mathias de Almeida, para debater o atraso dos salários de outubro e novembro dos médicos da unidade. O prefeito se comprometeu a solicitar o pagamento dos atrasados e a regularizar os vínculos de trabalho, além de mencionar que desconhecia a situação.

Foram identificados quatro diferentes vínculos de emprego coexistentes no pronto socorro. São eles: CLT parcial, pessoa jurídica, profissionais sem registro e/ou contrato e médicos concursados. O Simesp recebeu denúncias de que os profissionais de regime CLT têm em registro apenas um plantão de 12 horas por mês, mas realizam jornada laboral superior à registrada, sendo pagos irregularmente.

Para o diretor presidente da regional do Vale do Ribeira do Simesp, Bruno Lima Grossi, é extremamente necessário que sejam pagos os valores atrasados o quanto antes e que toda irregularidade apontada seja corrigida com os valores incorporados ou enquadrados como horas extras para que se tornem legais.

Devido à mobilização dos médicos, representados pelo Simesp, houve, em 22 de novembro, o pagamento dos vencimentos que estavam atrasados referente ao mês de outubro e metade do mês de novembro. No mesmo período do atraso dos salários dos médicos a ISSRV sofreu ação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo por “quarteirização da mão de obra” nos serviços prestados na Prefeitura de Miracatu.