Segundo Eder Gatti, presidente do Simesp, atrasos de dois a três dias no pagamento de salários são corriqueiros para os médicos vinculados à OS e no mês passado a demora no pagamento chegou a duas semanas. “O que levou os médicos a entrar em estado de greve por unanimidade foi a falta de resposta quanto à normalização dos vencimentos, que não têm previsão de serem quitados nem no próximo mês”, explica Gatti. A Gota de Leite afirma aos profissionais que a prefeitura tem repassado os recursos com atraso e que por isso não consegue realizar os pagamentos em dia.
Ainda de acordo com Gatti, desde 2016 o sindicato tem atuado para investigar, coibir e solucionar problemas com atraso de pagamentos em Marília. Há dois anos, funcionários da OS Gota de Leite conquistaram a regularização dos vencimentos após paralisação. “Nós já tivemos uma experiência como essa no passado, na gestão anterior, e os atrasos estão acontecendo novamente. Isso mostra que a atuação dos novos gestores é parecida com a antiga no que se refere a problemas.”
O Simesp enviou ofício para a administração municipal, solicitando o estabelecimento de diálogo. O sindicato tenta constituir mesa de negociação com urgência, para diminuir o prejuízo tanto aos trabalhadores, que sofrem sem pagamento, quanto à população, que pode ficar desassistida caso os atendimentos sejam paralisados.