Gatti já havia alertado que o modelo adotado pela gestão Lins é irresponsável, pois coloca os médicos em condições precárias de trabalho, privados de direitos trabalhistas e sujeitos a calotes. “Como consequência disso, médicos acabam deixando seus postos de trabalho por não suportarem a situação e quem mais sofre é o paciente, que depende do atendimento de uma rede de saúde desestruturada”, explica.
Os médicos do HMAG foram quarteirizados, já que prestam serviços para uma empresa contratada da organização social (OS) Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV), que administra o hospital. De acordo com Gatti, essa situação está cada vez mais comum na saúde de Osasco. “O descaso do prefeito Rogério Lins não é mais novidade, a prefeitura terceirizou grande parte da mão de obra médica e, como resultado, agora temos o sucateamento da saúde do município”, afirma.