Médicos do Hospital Infantil Darcy Vargas, reunidos em assembleia no dia 30 de maio, decidiram, por unanimidade, pela greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira, 4 de junho.
Durante o mês de maio, os médicos, optaram por uma paralisação escalonada, uma vez por semana, que durou até o dia 30. Como não houve nenhuma manifestação do governo, ou da Secretaria de Estado da Saúde, em relação aos problemas enfrentados pelo Darcy Vargas, os médicos mudaram a estratégia do movimento.
O movimento do Darcy vai além do reajuste salarial. Hoje, os médicos ganham R$ 655,20 por 20 horas semanais. A luta dos profissionais é também para manter o Hospital, referência em atendimento terciário, de alta complexidade, com reconhecidos centros de referências na área de Oncologia, Nefrologia, Cirurgia, Endocrinologia pediátricas, entre outros.
Não há médicos suficientes para atender no pronto-socorro, colegas de outras especialidades, não capacitados para a função, são convocados para preencher a escala de plantão. Sobram leitos de UTI por falta de profissionais para atender. Cirurgias são adiadas por falta de anestesistas. Os concursos públicos não conseguem atrair profissionais, já que os salários são irrisórios. Além disso, os que se mantêm no quadro, enfrentam uma triste realidade: faltam até materiais básicos, como abaixadores de língua e curativos; aparelhos de pressão têm de ser rodiziados. A estrutura do hospital e os equipamentos estão deteriorados e defasados.
Os médicos do Hospital Infantil Darcy Vargas reivindicam, além de providências quanto aos problemas mencionados acima:
Demandas adminstrativo-salariais:
1 – transformar o HIDV em hospital de nível terciário, com gratificação correspondente para todo o corpo clínico e técnico;
2 – valor por plantão extra na mesma faixa daquele recebido por médicos em áreas de difícil provimento, por se tratar de unidade de saúde com grande número de médicos altamente especializados;
3 – implantação do plano de cargos, carreiras e salários/vencimentos para médicos no primeiro semestre do ano vigente;
4 – pagamento do piso salarial estipulado pela Federação Nacional dos Médicos (R$ 9.813,00 por 20 horas semanais).