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Médicos entram em greve contra a reforma da previdência municipal

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20/03/2018 | Notícia Simesp

Médicos entram em greve contra a reforma da previdência municipal

Os médicos decidiram aderir à greve, junto aos outros servidores da Prefeitura de São Paulo contra a reforma da previdência municipal. A paralisação, decidida por unanimidade em assembleia realizada na noite de ontem, 19, na sede do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), será por tempo indeterminado até que seja arquivado o projeto de lei do prefeito João Doria, que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para até 19%. Além de mudar a alíquota da previdência, ele também cria um plano complementar que será privatizado, o Sampaprev, enfraquecendo o Instituto de Previdência Municipal de São Paulo (Iprem).

O Simesp já informou o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, sobre a decisão tomada pela assembleia. Durante a paralisação, os médicos devem manter uma equipe mínima nos serviços de saúde para fazer a triagem dos pacientes e realizar os atendimentos de urgência e emergência. O Simesp também irá fornecer orientações aos médicos sobre como proceder durante o período de greve. Além disso, o Simesp irá disponibilizar uma lista de presença para os médicos que estiverem participando da greve.

O Sindicato dos Médicos de São Paulo avalia que a capital paulista passa por um processo crônico de destruição dos seus serviços públicos e uma das formas usada pelas gestões do município para que isso aconteça é a desvalorização dos servidores com redução dos concursos públicos e o avanço das terceirizações. Agora, a última proposta é a mudança da previdência municipal, com aumento da contribuição previdenciária para todos os servidores de 11% para até 19%, um confisco salarial. “Tudo isso é parte de um pacote para acabar com os serviços públicos, o que leva à piora da qualidade do serviço prestado à população. Esse é apenas mais um capítulo de um longo processo”, avalia Eder Gatti, presidente do Simesp, que completa: “Esperamos que a gestão reconsidere suas ações, ouça os servidores e os respeite, para proporcionar um serviço de qualidade à população."