O Simesp já informou o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, sobre a decisão tomada pela assembleia. Durante a paralisação, os médicos devem manter uma equipe mínima nos serviços de saúde para fazer a triagem dos pacientes e realizar os atendimentos de urgência e emergência. O Simesp também irá fornecer orientações aos médicos sobre como proceder durante o período de greve. Além disso, o Simesp irá disponibilizar uma lista de presença para os médicos que estiverem participando da greve.
O Sindicato dos Médicos de São Paulo avalia que a capital paulista passa por um processo crônico de destruição dos seus serviços públicos e uma das formas usada pelas gestões do município para que isso aconteça é a desvalorização dos servidores com redução dos concursos públicos e o avanço das terceirizações. Agora, a última proposta é a mudança da previdência municipal, com aumento da contribuição previdenciária para todos os servidores de 11% para até 19%, um confisco salarial. “Tudo isso é parte de um pacote para acabar com os serviços públicos, o que leva à piora da qualidade do serviço prestado à população. Esse é apenas mais um capítulo de um longo processo”, avalia Eder Gatti, presidente do Simesp, que completa: “Esperamos que a gestão reconsidere suas ações, ouça os servidores e os respeite, para proporcionar um serviço de qualidade à população."