De acordo com Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), os trabalhadores da atenção primária estão pagando pelos equívocos da gestão do prefeito Gustavo Henric Costa (Guti). A terceirização dos serviços praticada por essa gestão desestruturou toda a rede de assistência da cidade. O Hospital Municipal de Urgências (HMU) e o Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA) deixaram de ser retaguarda de especialidades. Além disso, a rede perdeu muitos profissionais devido ao desmonte desses hospitais, à falta de um plano de carreira, à escassez de novas contratações e até ao assédio por parte da administração.
Atualmente, os médicos da APS do município não apenas realizam quatro consultas por hora, como também atendem à demanda espontânea que chega aos serviços. “Faltam especialistas e médicos em geral. Esse déficit leva à sobrecarga da atenção primária”, explica Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).
Apesar de, no momento, a greve estar concentrada na APS e em parte da atenção secundária, os médicos de outros serviços da cidade também estão mobilizados para que possam ser garantidas condições de trabalho dignas e um bom atendimento à população.