Segundo Juliana Salles, diretora do Simesp, os médicos do HSPM também têm sofrido com quadro de funcionários incompleto e as contratações para reposição de profissionais têm sido feitas por meio de contratos temporários, uma vez que os médicos aprovados em concurso no 1º semestre de 2018 ainda não foram chamados. “Está claro que o estado de calamidade do HSPM é de responsabilidade da Prefeitura de São Paulo, que se recusa a realizar reformas e adequações necessárias”, explica.
O descaso com as reivindicações dos funcionários do HSPM levou um grupo de servidores a realizar uma manifestação na última sexta-feira, dia 5 de abril. Na ocasião, um grupo tentou encaminhar pauta de reivindicações ao superintendente do hospital, Antônio Celio Camargo Moreno. No ato, Flávia Anunciação, dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Paulo (Sindsep-SP) foi agredida física e verbalmente pelo superintendente, que se recusou a ouvir os funcionários.
“A agressão é muito grave e é uma mostra de como a Prefeitura de São Paulo trata seus servidores municipais e as entidades sindicais que os representam: se recusando a dialogar ou atender às pautas reivindicadas” explica Juliana Salles. Não restam dúvidas que o prejuízo aos médicos e ao exercício da medicina reverbera à população usuária do HSPM, que segue sem o adequado atendimento básico à saúde.
Função história versus realidade do HSPM