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Médicos e dentistas protestam contra planos de saúde

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26/04/2012 | Notícia Simesp

Médicos e dentistas protestam contra planos de saúde

Profissionais de medicina e odontologia fizeram ontem manifestação em função do Dia Nacional de Advertência Contra os Planos de Saúde. Após concentração às 9h, na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), na Bela Vista, os manifestantes seguiram até a Avenida Paulista.

Segundo Marum Davi Curi, diretor da defesa profissional da Associação Paulista de Medicina (APM), o intuito foi conscientizar a população sobre conflitos nas negociações com planos de saúde, pela recuperação de honorários defasados e a interferência na relação entre profissionais e pacientes.

“É para sensibilizar a população para que saiba que planos de saúde precisam valorizar médicos e dentistas. Planos correm risco de ter desabastecimento de mão de obra para atender os usuários”, disse Curi.

Realizado pela 2ª vez, o manifesto nacional foi adotado em pelo menos outros 12 Estados. De acordo com Carlos Alberto Grandini Izzo, secretário geral do Sindicato dos Médicos de São Paulo, em abril de 2011, a mobilização paralisou 90% dos atendimentos por 24 horas. Neste ano, a categoria voltou às ruas, paralisando novamente serviços. “É uma advertência, as assembleias vão continuar para ver quais os próximos rumos da mobilização. Talvez nova paralisação ou até o descredenciamento de todos os convênios”, disse.

Categoria reivindica receber R$ 80 por consulta

O valor pago pelos planos e operadoras de saúde por consultas e procedimentos cirúrgicos está entre as principais queixas dos profissionais de medicina. Segundo Marum Davi Curi, diretor da defesa profissional da Associação Paulista de Medicina (APM), uma consulta médica custa em média R$ 54, valor considerado defasado.

“Alguns planos pagam R$ 60. A solicitação é que paguem R$ 80 e que cumpram a tabela CBHPM [Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos], índice mais atualizado”, disse Curi. Ele explicou que, neste caso, o valor da cirurgia de amígdala, por exemplo, subiria de R$ 75 para R$ 350 pagos pelo plano de saúde.