Simesp

Médicos do PSF entram em greve na próxima segunda-feira

Home > Médicos do PSF entram em greve na próxima segunda-feira
29/09/2011 | Notícia Simesp

Médicos do PSF entram em greve na próxima segunda-feira

Os médicos do Programa Saúde da Família do estado de Alagoas decidiram em assembleia geral, na noite da última terça-feira (27), entrar em greve a partir do dia 3 de outubro, próxima segunda-feira. O objetivo é pressionar os gestores a negociarem um salário compatível com a carga horária de 40 horas, que as secretarias municipais de saúde passaram a exigir, atendendo recomendação do Ministério Público Federal. Dos 55 municípios abrangidos pela recomendação, apenas Maceió não terá greve no PSF.

O auditório do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/Al) ficou lotado de médicos que alegam não ter como cumprir a carga horária, a não ser que passem a receber um salário compatível de forma a não precisarem de outro emprego para complementar a renda. Caso não haja negociação e os salários atuais sejam mantidos, os médicos já decidiram que vão deixar o PSF.

Na última segunda-feira, o presidente do Sinmed, Wellington Galvão, participou de reunião na Associação dos Municípios Alagoanos e propôs que as prefeituras implantassem um PCCV para a categoria médica, de forma a tornar a carreira de médico atrativa e com um salário compatível. Os prefeitos rechaçaram a ideia, alegando falta de recursos. Confirmaram porém que iriam exigir o cumprimento das 40 horas, para atender à determinação do MPF.

"Se isso acontecer mesmo – e deve acontecer – os médicos que ainda atuam em PSF vão deixar o programa", alertou o presidente do Sinmed, antecipando a decisão que seria anunciada na noite desta terça-feira, durante a assembleia. Os médicos exigem salário de R$ 18.376,44, que é o piso salarial nacional defendido pela Federação Nacional dos Médicos (FENAM) para carga horária de 40 horas semanais.

A categoria está aberta à negociação. Na próxima terça-feira haverá nova assembleia, quando os médicos deverão decidir quanto tempo vão se manter em greve, até o pedido de demissão coletiva, caso não haja, realmente, nenhuma negociação com acordo satisfatório.