Reunião com os profissionais foi realizada no dia 6 de janeiro
O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) recebeu denúncias de médicos que atuam no Hospital Dia Ipiranga – Dr. Flávio Gianotti, a respeito de falta de equipamento de proteção individual (EPIs), alta demanda de atendimento durante a pandemia e sobrecarga de trabalho dos servidores públicos após a terceirização da unidade, que passou a ser administrada pela organização social (OS) Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) a partir de julho de 2020. As queixas foram feitas durante reunião com os profissionais no dia 6 de janeiro.
De acordo com o presidente do Simesp, Victor Dourado, Secretaria da Saúde estabeleceu atendimento reduzido, em período de pandemia, para diminuir os riscos de contágio de Covid-19, mas desde o início de 2021 estão sendo realizados três atendimentos por hora por especialistas. “Por diversas vezes a gerência do hospital ainda determina atendimentos extras, como encaixe, o que sobrecarrega ainda mais os médicos.”
Os médicos também ressaltaram que, após a troca de gestão da unidade, não há nenhum profissional de recursos humanos com conhecimento sobre o Estatuto do Servidor Municipal para avaliar e organizar a progressão de carreira, com probabilidade de perdas a esses médicos. Além disso, a Secretaria da Saúde não abriu a possibilidade de transferência dos médicos estatutários para algum outro serviço de administração direta, o que é um direito dos profissionais, segundo Dourado.
O Simesp enviou ofícios à Secretaria e à SPDM no dia 26 de janeiro cobrando explicações sobre os problemas enfrentados pelos médicos do hospital, mas ainda não obteve resposta. Será marcada nova reunião com os profissionais para definir os rumos do movimento.