Os médicos do Hospital Infantil Darcy Vargas se reunirão em assembleia na próxima quarta-feira, dia 13, às 12h30, para definir se a greve terá continuidade.
No último dia 6, o secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri, se reuniu com a comissão de greve e fez algumas propostas, que serão apresentadas para o corpo clínico e avaliadas durante a assembleia.
A greve do Darcy Vargas teve início em maio, quando foi feita de maneira escalonada, uma vez por semana. Para o mês de junho, os médicos decidiram por pela paralisação contínua, até que o governo se manifestasse disposição para negociar.
A mobilização dos médicos vai além do reajuste salarial – hoje, os médicos ganham R$ 655,20 por 20 horas semanais -, a luta é também para manter o Hospital, referência em atendimento terciário, de alta complexidade, com reconhecidos centros de referências na área de Oncologia, Nefrologia, Cirurgia, Endocrinologia pediátricas, entre outros.
Não há médicos suficientes para atender no pronto-socorro, colegas de outras especialidades, não capacitados para a função, são convocados para preencher a escala de plantão. Sobram leitos de UTI por falta de profissionais para atender. Cirurgias são adiadas por falta de anestesistas. Os concursos públicos não conseguem atrair profissionais, já que os salários são irrisórios. Além disso, os que se mantêm no quadro, enfrentam uma triste realidade: faltam até materiais básicos, como abaixadores de língua e curativos; aparelhos de pressão têm de ser rodiziados. A estrutura do hospital e os equipamentos estão deteriorados e defasados. E o hospital se quer é reconhecido como de nível terciário, o que reflete de maneira negativa na remuneração.