A precariedade na saúde de Osasco será discutida em assembleia dos médicos no dia 2 de julho (quinta-feira), às 19h, na sede da regional da Associação Paulista de Medicina de Osasco (Rua Benedito Ferreira Silva, 202 – Jardim Adalgisa).
A rede de saúde, como um todo, é considerada precária pela categoria médica, com falta de insumos e profissionais e péssima infraestrutura. Boa parte dos vínculos trabalhistas dos médicos nas Unidades Básicas de Saúde do município, por exemplo, são por meio de contratos emergenciais.
O que já era difícil piorou a partir de abril quando o Hospital Municipal Central – o principal da cidade – passou da administração direta do município para o controle da organização social Fundação do ABC. O Hospital, desde então, vem se recusando a aceitar pacientes transferidos de outras unidades de saúde da cidade. E os relatos dão conta de que a situação ainda não foi normalizada.
De acordo com Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a falta de médicos é devido à ausência de uma carreira que valorize o profissional. “Os médicos aprovados, no último concurso, não são convocados e também não há previsão de novo concurso”, relata.
Por isso, os médicos reivindicam:
1. Reorganização da rede de saúde de Osasco (devido aos relatos unânimes da grave crise no atendimento aos cidadãos);
2. Reajuste salarial com reposição de perdas e ganho real;
3. Convocação dos aprovados no último concurso público e novo concurso público para provimento de profissionais nas unidades.