Simesp

Médicos devem paralisar atividades em quatro hospitais de São Paulo

Home > Médicos devem paralisar atividades em quatro hospitais de São Paulo
25/10/2011 | Notícia Simesp

Médicos devem paralisar atividades em quatro hospitais de São Paulo

SÃO PAULO – Médicos que atendem no Sistema Único de Saúde (SUS) devem paralisar parte de suas atividades em quatro hospitais do estado de São Paulo nesta terça-feira, dia de mobilização nacional dos profissionais por melhores condições de trabalho e contra a precariedade da assistência prestada à população. A expectativa é do Sindicato dos Médicos do Estado.

Devem parar profissionais das unidades Emílio Ribas, Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto, Hospital do Servidor Público Estadual

e Hospital Geral da Vila Penteado. Ainda não há um balanço parcial de quantos médicos cruzaram os braços.

Apenas alguns atendimentos não-emergenciais, como consultas, foram interrompidos. Em São Paulo, os profissionais reivindicam um salário de R$ 9,1 mil para 20 horas semanais, conforme estabelece a Federação Nacional dos Médicos.

Segundo o Sindicato dos Médicos de São Paulo, na capital o salário inicial é de R$ 2,2 mil e no âmbito estadual é de R$ 1,7. Os baixos salários seriam responsáveis pelo não-cumprimento de todas as vagas existentes nos hospitais públicos para profissionais de saúde. No Hospital do Servidor Público, nesta manhã, pacientes relataram que há consultas sendo remarcadas e e que os médicos não sabem informar o motivo do adiamento.

A professora Adriana Soares Fernandes, 36 anos, veio de Itapetininga, 158 Km de SP, para uma consulta com o endocrinologista e às 9h foi avisada que as chances de não ser atendida, como foi agendado desde junho, era grande.

– Essa deve ser a terceira vez que a minha consulta é cancelada. Cheguei no mês passado e não fui atendida. Não sou contra a paralisação. Mas eu não viria se soubesse da possibilidade de não ser atendida – afirmou.

Deve acontecer ainda nesta manhã, uma audiência pública dos médicos na Câmara Municipal e de tarde na Assembleia Legislativa, para debater os problemas dos atendimentos da rede pública estadual e SUS.

– O dia é de mobilização e de conscientização sobre o debate na saúde. Não estamos brigando por aumento. Queremos discutir as deficiências da Saúde Pública – disse o presidente do Sindicato dos Médicos, Cid Carvalhaes.