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Médicos deliberam adesão à greve geral do dia 18 de março

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09/03/2020 | Notícia Simesp

Médicos deliberam adesão à greve geral do dia 18 de março

Em assembleia no Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), dia 5 de março, médicos decidiram aderir à greve geral do dia 18, que marcará o Dia Nacional em Defesa do Serviço Público, dos Servidores, Contra a Privatização e o Desmonte do Estado. Os profissionais que desejarem aderir ao movimento do dia 18 devem procurar o Simesp, que orientará os médicos e informará sobre a paralisação às respectivas empresas. A Prefeitura de São Paulo, as Secretarias Municipal e Estadual da Saúde e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) também serão notificados.

De acordo com Juliana Salles, diretora do Simesp, o foco do movimento é combater o ataque governamental sistemático à seguridade social, à previdência, à assistência social e à saúde. Além disso, o governo propõe medidas como o Plano Mais Brasil e a reforma administrativa, que significam redução de jornada de trabalho, perda de estabilidade, redução de cerca de 25% dos salários, mudança no tempo de progressão de carreira dos servidores e não abertura de concursos. “Os serviços públicos correm riscos e, quando o estado não é forte e não garante a sobrevivência da população em um momento de baixo crescimento econômico e alto desemprego, a consequência de não assegurar condições mínimas como saúde e educação é ter piora nas condições de vida de toda a população”, explica Juliana. “O médico sofre com a precarização dos seus vínculos empregatícios, ausência de pagamentos e redução progressiva de direitos como o da previdência”, conclui.

Ainda para a diretora do Simesp, a atitude do governo configura um ataque orquestrado contra toda a seguridade social. “Não é à toa que o ministro da Economia, Paulo Guedes, chama os servidores de parasitas. O interesse é alterar a regra orçamentária e tirar os gastos obrigatórios em áreas primordiais, como a saúde, e direcionar esses gastos para pagamento de juros da dívida externa, sem se importar com os indicadores e com a garantia dos serviços básicos da sociedade.”

Terceirizações
O movimento do dia 18 também tem como foco a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e contra as privatizações e terceirizações da saúde pública que vêm acontecendo no estado e, principalmente, na gestão da prefeitura de Bruno Covas (anteriormente Doria). Um levantamento realizado pelo Simesp apontou que as entidades filantrópicas lideraram o ranking de questionamentos do sindicato aos empregadores, com 46% do total, sendo 41% só de organizações sociais (OSs). “Os médicos caminham para terem vínculos empregatícios cada vez mais precarizados e inseguros por causa da implementação de OSs na administração dos serviços”, conta Juliana.

Nesse contexto, os servidores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) se preparam para um ato, também no dia 18, contra a entrada de organizações sociais em seus serviços de pronto atendimento, gerando redução de jornada e salários dos servidores. O Simesp apoia o movimento dos profissionais do HSPM.

Soberania nacional
Outras pautas também serão defendidas no dia 18 e uma delas é a Petrobrás. Em consonância à recente greve dos petroleiros, que se encontram mobilizados, o Simesp ressalta a necessidade de resguardar as riquezas naturais por meio de pelas políticas públicas e defende que o aporte dos royalties do pré-sal deve ser revertido para toda a população.