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Médicos de OSs e filantrópicas exigem 7% de reajuste salarial do Sindhosfil-SP

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29/10/2025 | Notícia Simesp

Médicos de OSs e filantrópicas exigem 7% de reajuste salarial do Sindhosfil-SP

Em assembleia do Simesp, categoria manteve posição firme diante das tentativas de redução de direitos pelo patronato. Sindicato reforça importância da mobilização da categoria

Na noite da última segunda-feira (20/10), o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) realizou assembleia com as médicas e médicos que prestam serviços para organizações vinculadas ao Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo (Sindhosfil-SP). A reunião teve como foco a análise das respostas patronais às propostas apresentadas pelo Simesp e a definição dos encaminhamentos da campanha salarial deste ano.

Na cláusula de reajuste salarial, o Simesp propôs 10% em parcela única, enquanto o Sindhosfil respondeu com 4% em duas parcelas. Em assembleia, a categoria deliberou pela proposta intermediária de 7% em parcela única, como forma de garantir a reposição inflacionária sem parcelamento, tendo em vista que a inflação do período foi de 5,09%.

No plantão à distância, o Simesp defendeu o pagamento de 1/3 do valor da hora normal, com adicional de 100% para as horas convocadas. O Sindhosfil propôs retirar o adicional, mas a categoria deliberou pela manutenção da proposta original do sindicato.

Em relação às horas extras, o Simesp propôs adicional de 100%, banco de horas dobrado aos fins de semana e feriados, e sem compensação em dias sem expediente. O patronato sugeriu reduzir o adicional para 90%, proposta rejeitada pelos médicos em assembleia. Na cláusula do adicional noturno, o sindicato manteve a reivindicação de 40% entre 22h e 7h, enquanto o Sindhosfil propôs reduzir para 35% entre 22h e 5h — o que representaria retrocesso em relação à convenção anterior.

Entre as cláusulas sociais, o Simesp propôs a garantia de espaço adequado para amamentação ou coleta de leite no local de trabalho; 180 dias de licença maternidade, incluindo casos de alta tardia da criança e 30 dias de licença paternidade, podendo ser estendida em caso de internação. O patronal ainda não avaliou estas demandas. 

Em relação ao vale-refeição, na convenção anterior o Simesp garantiu a inclusão do benefício nas OSS, no valor de R$ 32,00, a partir da celebração de novos contratos de gestão ou aditivos de prorrogação de vigência com o poder público. Neste ano, a proposta é que o VR seja de fato incorporado à Convenção Coletiva de Trabalho, também no valor de R$32,00, para as unidades que não oferecerem refeição em refeitório próprio. O patronato, no entanto, insiste em manter a redação anterior — mesmo pagando o benefício a outras categorias, como a equipe de enfermagem —, o que evidencia novamente a desigualdade no tratamento entre profissionais que atuam lado a lado na assistência.*

O Simesp também segue lutando pela criação de percentuais adicionais sobre o salário-base para médicos responsáveis técnicos, preceptores e especialistas em saúde da família, além da definição de limite de atendimentos por hora na Estratégia de Saúde da Família e nos atendimentos ambulatoriais.

Para o presidente do Simesp, Augusto Ribeiro, a presença da categoria nas assembleias é fundamental neste momento. “O patronato quer reduzir conquistas históricas da categoria, e isso só será evitado com união e participação ativa das médicas e médicos. É nas assembleias que garantimos que nossa voz seja ouvida e que nenhum direito seja retirado.”

O Simesp reforça que novas rodadas de negociação serão agendadas e convoca médicas e médicos para acompanharem as próximas assembleias.

Fiquem atentos ao site e às redes sociais do sindicato para a divulgação da nova data.