Manifestação em frente à prefeitura está marcada para o dia 9 de março
Os médicos de Osasco decidiram paralisar as atividades a partir das 7h da próxima segunda-feira, dia 8 de março, devido à falta de transparência na troca da gestão das unidades de saúde do município. Desde o dia 16 de fevereiro, os profissionais estão atuando sem contrato de trabalho, o que os desobriga de cumprir expediente; e estão com os salários atrasados, que deveriam ter sido pagos dia 28 de fevereiro, correndo o risco de calote, problema corriqueiro durante a troca de administração. O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) enviou ofício à prefeitura no dia 26 de fevereiro pedindo esclarecimentos, mas ainda não obteve resposta.
Devido ao atraso nos salários, diversos profissionais decidiram interromper o trabalho no município e, em consequência disso, 14 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão com falta de ginecologistas. Para sensibilizar o prefeito e o secretário da Saúde sobre a situação, os médicos irão realizar uma pequena manifestação (pensando em não gerar aglomeração devido à pandemia de Covid-19) em frente à prefeitura no dia 9 de março, terça-feira, às 14h30.
De acordo com Augusto Ribeiro, diretor do Simesp, a situação já era ruim durante a administração dos serviços feita pela empresa Pires & Vanci, que realizava os pagamentos dos salários apenas 60 dias depois do fim do mês trabalhado e mantinha vínculos precários de emprego com os profissionais sendo quarteirizados e pejotizados. “A empresa Medical Corp assumiu os serviços de urgência e emergência e maternidade e a Dermacor agora administra as UBSs e policlínicas. Ambas com redução nos vencimentos dos médicos, discrepância salarial e sem nenhum contrato.”
Conheça as reivindicações dos profissionais:
– Trabalho igual, salário igual: que todos os médicos, independentemente da especialidade, recebam mesmo valor/hora.
– Definição do valor/hora de R$ 147,50.
Que o pagamento da remuneração seja feito até o último dia do mês da prestação do serviço.
– Garantia do pagamento da remuneração pendente devida pela Pires & Vanci.
– Contratação dos médicos feita por meio de concurso público.
– Reconhecimento do vínculo de trabalho dos médicos prestadores de serviços.
Problema antigo
Em 2018, quando a Pires & Vanci assumiu a gestão dos serviços do município, houve calote aos médicos, alto turnover (rotatividade) de profissionais e população sem assistência, além de contratações de médicos via WhatsApp. Confira aqui.
Mesmo pagando os salários após 45 dias do mês vigente, a empresa ainda atrasou os salários dos médicos da Maternidade Amador Aguiar naquele ano.