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Médicos das AMAs continuam sendo demitidos

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04/06/2018 | Notícia Simesp

Médicos das AMAs continuam sendo demitidos

Mesmo após o anúncio do secretário da Saúde de São Paulo, Wilson Pollara, de recuar com a reestruturação da rede de saúde, incluindo o fechamento das Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs), o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) continua recebendo denúncias de médicos de AMAs que foram demitidos.

É o caso da AMA Dr. Geraldo da Silva Ferreira, no Jabaquara, administrada pela organização social (OS) Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). A OS está demitindo médicos alegando reestruturação. Os profissionais que eram CLT estão sendo substituídos por novos médicos com vínculo precário de trabalho (pessoa jurídica-PJ).

A reestruturação também está impactando nos demais serviços, como na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Itaquera. Os médicos do serviço denunciaram ao Simesp que o número de atendimentos aumentou expressivamente e a administração obriga os profissionais a atuarem mecanicamente, em série, sem intervalos entre as consultas, parando apenas para almoço durante o plantão de 12 horas, o que impacta negativamente na humanização dos atendimentos. Tal situação resulta em agressões verbais aos médicos e demais funcionários da unidade, além de sobrecarga de trabalho e exaustão dos profissionais.

Vale ressaltar: o Simesp defende que necessário reestruturar a rede de saúde. Contudo, é preciso investir em serviços que atendam a demanda da população sem que haja sobrecarga dos profissionais e depois disso seria possível pensar em fechar as AMAs.