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Médicos da Santa Casa de São Paulo podem fazer paralisação

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09/12/2014 | Notícia Simesp

Médicos da Santa Casa de São Paulo podem fazer paralisação

A Santa Casa de São Paulo se compromete a pagar todos os profissionais até essa sexta-feira, 12. Caso não seja cumprido o acordo os médicos irão paralisar as atividades. A instituição informou, em reunião nesta terça-feira, 9, no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que o atraso nos salários e no 13° foi ocasionado por falta de repasse de verba do governo.

O Simesp participará de nova reunião na quinta-feira, 11, no MTE pra negociar com a Santa Casa e no dia seguinte os médicos se reunirão em assembleia na instituição para deliberar os encaminhamentos da negociação.

A decisão por paralisação foi deliberada em assembleia na última segunda-feira, 8. O Simesp está acompanhando a situação e irá fiscalizar se os pagamentos foram efetuados, além de verificar se houve a quitação das multas previstas na convenção trabalhista. “É cada vez mais precária a situação da Santa Casa, com sucateamento da sua estrutura e condições de trabalho ruins”, alega Eder Gatti, presidente do Simesp.

OSs

Os médicos também discutiram sobre o atraso nos repasses financeiros da prefeitura de São Paulo para organizações sociais, que está ocasionando atraso nos pagamentos dos salários e do 13º, a exemplo do caso da OS Santa Marcelina. Por isso, os médicos decidiram cobrar um posicionamento oficial da prefeitura em relação aos atrasos.

Além das queixas em relação ao pagamento, foi relatado o descaso do poder público como a falta de insumos básicos em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Por isso, os médicos solicitaram que seja feito um levantamento das deficiências das unidades e que essas informações sejam encaminhadas para o Simesp pelo email: diretoria@simesp.org.br.

Campanha Salarial

Durante a assembleia também foi apresentada a proposta do Sindhosfil São Paulo (entidade que representa santas casas, hospitais filantrópicos e organizações sociais) para o reajuste salarial de 2014, que ofereceu aumento de 3% para setembro e outubro, e 6% a partir de novembro. O Simesp defende aumento salarial integral de 10% e reajuste do piso equivalente ao valor de mercado.