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Médicos da Santa Casa de Mogi Mirim ameaçam deixar hospital em dezembro

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11/11/2014 | Notícia Simesp

Médicos da Santa Casa de Mogi Mirim ameaçam deixar hospital em dezembro

Com o pagamento em atraso, os médicos que compõem o corpo clínico do setor do Pronto Atendimento da Santa Casa de Misericórdia de Mogi Mirim prometem deixar a unidade hospitalar a partir de dezembro se não houver quitação dos vencimentos.

Segundo já informou a Santa Casa, o atraso nos salários dos médicos é em decorrência do corte do repasse da Prefeitura, que deixará de enviar ao hospital o valor de R$ 400 mil até o final do ano.

Um dos médicos, que não quis ter seu nome revelado, declara ao jornal A Comarca que vários profissionais já assinaram uma carta de demissão e, se os salários não forem creditados até a próxima segunda-feira, 10, começarão a cumprir aviso prévio.

O profissional afirma que a equipe médica esta com os salários atrasados há dois meses, além de o corpo médico ter que conviver com a falta de alguns materiais para atendimento aos pacientes.

A situação causa reflexos nos atendimentos aos pacientes. Durante toda a semana, pacientes que procuraram a unidade hospitalar sem apresentar quadro clínico grave tiveram que esperar várias horas para receber atendimento médico.

Os pacientes eram submetidos à triagem, onde se verifica a pressão e se realiza um pré-diagnostico dos sintomas, e após a avaliação, os prontuários eram classificados em ordem de prioridades de atendimento.

SANTA CASA

Em resposta, através do tesoureiro Josué Lolli, a Santa Casa informa que o repasse da Prefeitura esta em atraso há dois meses, mas que a empresa JPF Medi Service, que é composta por cinco profissionais e presta serviço ao Pronto Atendimento do hospital tem atraso no pagamento de apenas 17 dias. “Era para ter quitado os vencimentos com a empresa no dia 20 de outubro, mas não conseguimos. Estamos em atraso apenas 17 dias”, informa Josué Lolli.

O tesoureiro confirma que a empresa JPF Medi Service notificou à Santa Casa que não irá prestar mais serviços ao hospital e se afastará em dezembro. Josué Lolli esclarece que mesmo com o afastamento da empresa, não existirá ônus algum aos pacientes, uma vez que duas novas empresas estão interessadas em assumir o Pronto Atendimento do hospital. “A empresa está no direito dela, de não querer receber em atraso e se afastar. Mas temos duas novas empresas que pretendem assumir”, enfatiza.

Atualmente, o Pronto Atendimento da Santa Casa trabalha com três médicos durante o dia e dois profissionais no período da noite. “Praticamente vamos trocar apenas o coordenador da empresa. Os outros médicos continuarão a oferecer seus serviços”, encerra Josué Lolli.