Os médicos servidores vinculados ao município ratificaram em assembleia, na noite de 30 de abril, as sugestões de alterações da proposta apresentada pela administração municipal a respeito da campanha salarial. Eles reivindicam o piso nacional dos médicos no valor de R$ 10.991,19; que os benefícios de reajuste sejam estendidos aos aposentados; que o médico em final de carreira, com 20 anos ou mais, tenha uma regra de transição específica para atingir o ESM17 da propositura atual; e reajustes salariais anuais respeitando-se, no mínimo, os índices inflacionários.
Apesar das discussões em andamento, não há uma proposta oficial da Secretaria Municipal de Saúde sobre esse assunto. De acordo com o presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, é preciso uma formalização desse projeto, com as devidas explicações sobre os enquadramentos propostos.
Uma nova assembleia está agenda para a próxima quarta-feira, 14 de maio, às 20h, na sede do Simesp, para dar continuidade aos debates.
Negociações
Em assembleia no dia 16 de abril, também no Simesp, a assessoria da Secretaria Municipal da Saúde apresentou estudo, com gráficos, demonstrando as projeções para a reestruturação salarial até o ano de 2016 para jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas semanais. Para jornada de 20 horas, por exemplo, o médico enquadrado na categoria ESM17 receberia neste ano, R$ 9.830,74. Em 2015, iria para R$ 10.014,39 e em 2016, R$ 10.201,48.
Uma das principais propostas é a incorporação das gratificações por meio de subsídio, compondo um salário. Para o presidente do Simesp, é uma medida positiva. “Sabemos que as gratificações não são levadas em consideração quando dos afastamentos nem para pagamento de 13°, férias e aposentadoria”, explica.