Simesp

Médicos cedem para tentar salvar a filantrópica da terceirização

Home > Médicos cedem para tentar salvar a filantrópica da terceirização
26/02/2019 | Notícia Simesp

Médicos cedem para tentar salvar a filantrópica da terceirização

Como contraproposta à intenção da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo de demitir 152 médicos e terceirizar os serviços, na tarde de hoje, dia 26 de fevereiro, o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) apresentou um novo plano para a filantrópica. No documento, os médicos aceitam as demissões e a terceirização dos postos de trabalho referentes ao braço provado da Santa Casa (Hospital Santa Isabel), mas não concordam com a terceirização de mão de obra de serviços públicos que recebem alunos e residentes, prezando para que não se perca a qualidade dos serviços prestados e do ensino. A Santa Casa dará uma resposta sobre a contraproposta apresentada pelo Simesp na próxima quinta-feira, dia 28 de fevereiro.

O número de médicos que aceitam a demissão chega a 70% do montante pretendido pela filantrópica, o que impacta positivamente na contenção de gastos. O restante equivale aos profissionais da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, que solicitam a demissão nesse setor seja voluntária. “Os médicos da UTI da Santa Casa estão dispostos, inclusive, a reduzirem sua carga horária para acomodar o máximo de colegas possível às vagas disponíveis. Nós entendemos a dificuldade da instituição, mas todas as demissões deverão acontecer respeitando os direitos trabalhistas. Pede-se também que a Santa Casa se comprometa em não realizar mais terceirizações”, conta Eder Gatti, presidente do Simesp.

Gatti ainda explica que a terceirização é ruim, pois precariza as relações de trabalho; piora a qualidade da assistência, já que cria um distanciamento entre a direção do hospital e o profissional que atua na ponta; e abre a possibilidade para a contratação de profissionais com formação inadequada para a função.