O número de médicos que aceitam a demissão chega a 70% do montante pretendido pela filantrópica, o que impacta positivamente na contenção de gastos. O restante equivale aos profissionais da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, que solicitam a demissão nesse setor seja voluntária. “Os médicos da UTI da Santa Casa estão dispostos, inclusive, a reduzirem sua carga horária para acomodar o máximo de colegas possível às vagas disponíveis. Nós entendemos a dificuldade da instituição, mas todas as demissões deverão acontecer respeitando os direitos trabalhistas. Pede-se também que a Santa Casa se comprometa em não realizar mais terceirizações”, conta Eder Gatti, presidente do Simesp.
Gatti ainda explica que a terceirização é ruim, pois precariza as relações de trabalho; piora a qualidade da assistência, já que cria um distanciamento entre a direção do hospital e o profissional que atua na ponta; e abre a possibilidade para a contratação de profissionais com formação inadequada para a função.