Tanto a reforma trabalhista quanto a lei da terceirização, aumentaram exponencialmente a contratação de médicos como pessoa jurídica (PJ). A precarização dos vínculos empregatícios normatizadas por lei, além de possibilitar que o empregador se esquive de responsabilidades para com seus empregados, aumenta ainda mais a insegurança aos trabalhadores PJ. Em tempos de pandemia, esses médicos se vêm sem direitos trabalhistas fundamentais em caso de afastamento por Covid-19, como direito à licença por enfermidade, manutenção de rendimentos ou segurança contratual para mantimento do vínculo empregatício.
“Outra questão importante diante da pandemia é a grande quantidade de médicos no grupo de risco da Covid-19 atuando na linha de frente do combate à doença. A esses trabalhadores deve ser garantido o seu direito à realocação”, explica Juliana Salles, diretora do Simesp. Ainda segundo Juliana, a aprovação do aditivo é fundamental para tentar garantir alguma segurança jurídica que onere contratantes em caso de abuso trabalhista.
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