Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo sobre o tema, Denize Ornelas, médica de família e secretária geral do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), explicou que, apesar da presença numericamente crescente, os espaços de poder não se abrem no mesmo ritmo, o que pode influenciar a remuneração. “A maioria dos diretores de hospital é homem, assim como os de faculdade e os de órgãos públicos. Não à toa, nunca tivemos uma ministra da Saúde.”
Denize também aponta uma certa pressão para que médicas escolham especialidades mais ligadas à mulher e à infância. “Somos vistas como pessoas mais ligadas ao cuidado, o que é um estereótipo.”