Ontem, dia 26 de outubro, foi realizada uma reunião entre o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e representantes da prefeitura para debater o atraso nos pagamentos de mais de 70 profissionais do Programa Mais Médicos, que estão sem receber a bolsa e a ajuda de custo desde o dia 15 de outubro. Durante a reunião, a prefeitura sinalizou intenção de realizar os pagamentos apenas no início de novembro, enquanto isso, os profissionais alegam estar sem dinheiro até mesmo para se locomoverem até o local de trabalho. Essa não é a primeira vez que o atraso acontece, o salário referente ao mês de junho teve atraso de 16 dias e o de agosto, de 10 dias.
Durante a reunião, a prefeitura se comprometeu a liberar R$ 7 milhões para o efetuar o pagamento dos valores atrasados entre os dias 3 e 5 de novembro e garantir os vencimentos dos próximos seis meses. Como a reunião contou com a presença de cerca de 40 médicos do Programa, foi realizada uma contraproposta para que a prefeitura pagasse imediatamente pelo menos a ajuda de custo (auxílio alimentação, transporte e moradia), no valor de aproximadamente R$3.200, mas os representantes da gestão municipal não deram resposta.
Segundo o diretor do Simesp, Gerson Salvador, apesar de o Mais Médicos ser uma iniciativa Federal, neste caso, especificamente, a responsabilidade pelo pagamento da bolsa e da ajuda de custo dos médicos é da prefeitura, por Acordo de Cooperação para ampliar o programa. “A prefeitura precisa arcar com o que é devido aos profissionais. Os médicos não podem pagar pelo descaso da gestão”, diz. E completa: “A Lei do Mais Médicos permite contratações precárias, dificulta o acesso à Justiça do Trabalho e a Prefeitura de São Paulo aproveita dessa fragilidade para não cumprir com seu compromisso”.
De acordo com Erivalder Guimarães, diretor do Simesp que esteve presente na reunião, os médicos irão decidir quais medidas serão tomadas caso o pagamento dos valores devidos não seja realizado em nova reunião, na sede do Sindicato, na noite próxima terça-feira, dia 31.