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Maioria dos usuários de planos de saúde tem problemas de atendimento

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16/08/2012 | Notícia Simesp

Maioria dos usuários de planos de saúde tem problemas de atendimento

Cerca de 77% dos moradores do estado de São Paulo que precisaram usar seu plano de saúde nos últimos dois anos enfrentaram problemas. O dado é da pesquisa feita pelo Datafolha, encomendada pela Associaçao Paulista de Medicina (APM) e divulgada hoje na capital paulista. O levantamento, que ouviu 1,9 mil pessoas entre os dias 14 e 22 de maio deste ano, também apontou que a maior parte das reclamações é referente ao atendimento na emergência.

Dentre as pessoas que usaram o plano no período, 72% apontou ao menos alguma reclamação em pronto-socorros e pronto-atendimentos. O principal problema é o local de atendimento estar cheio, para 71% dos ouvidos. Em seguida, vem a demora no atendimento, com 51% das reclamações. Os entrevistados puderam indicar mais de uma dificuldade.

Para o presidente da APM, Florisval Meinão, os resultados da pesquisa são significativos e indicam que há subdimensionamento da rede. Ele considera que, dado o crescimento do número de beneficiários dos planos nos últimos anos, as operadoras deveriam ter se preparado mais, com base nas projeções de atendimento e estatísticas delas. "Se eu tenho 100 mil usuários, eu sei quantos vão ter infarto", exemplifica.

A APM lançou hoje um número 0800 para esclarecer usuários de plano de saúde sobre os seus direitos e ajudar a encaminhar denúncias de problemas de atendimento.

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa as operadoras de planos de saúde, disse em nota que recebeu os resultados da pesquisa com "estranheza". "A própria pesquisa da APM revela, na página 55, que 69% dos entrevistados se declararam satisfeitos com o seu atual plano", apontou a entidade.

Para a Abramge, o índice de satisfação com os planos é corroborado por outras pesquisas. Florisval Meinão considera que a aprovação da maioria dos entrevistados acontece porque os usuários comparam seu nível de atendimento com o que seria recebido pelo sistema público de saúde.

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o número de beneficiários aumentou 55% entre dezembro de 2000 e dezembro de 2011, chegando a 47,8 milhões. O número representa o total de contratos, sendo que uma pessoa pode ser contada mais de uma vez, se tiver mais de um plano.

A ANS informou, por meio de sua assessoria, que tomou conhecimento da pesquisa, mas que ainda está avaliando o estudo antes de se pronunciar