10/01/2010 | Notícia Simesp

“Luta” sempre foi substantivo feminino


“É nossa convicção que a leitura desta publicação jogará novas luzes sobre uma história que o Brasil não deve apagar da memória. E pode mudar opiniões de quem ainda resiste à elucidação profunda de todos esses episódios como passo necessário a uma reconciliação nacional pautada pelo respeito a todos os direitos humanos”. Este é um dos trechos do texto de apresentação, assinado pelo ministro dos Direitos Humanos do governo federal, Paulo Vannuchi, do livro “Luta, substantivo feminino – mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura”. O livro foi lançado em um debate na PUC, no dia 25 de março, também em comemoração do Dia Internacional da Mulher. No debate estiveram cerca de 500 pessoas. Participaram, além do ministro Vannuchi, a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, também do governo federal, os professores Flávia Piovesan, Sílvia Pimentel, Flávio Croce e Marcelo Figueiredo, Rosalina Santa Cruz (ex-presa, representando as mulheres torturadas), e Leo Danesi, pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da PUC.

As histórias das mulheres vítimas da violência da ditadura estão divididas em quatro blocos: “Do golpe aos anos ‘linha-dura’ (1964-1974)”; “A Guerrilha do Araguaia”; “Da distensão ao fim da ditadura (1974-1985)”; e “Depoimentos” – mulheres que sobreviveram às torturas e prisões.

Um dos depoimentos mais pungentes é o de Áurea Moretti, ex-militante das Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN), estudante de Enfermagem quando foi presa, no dia 18 de outubro de 1969, em Ribeirão Preto. Atualmente, vive na mesma cidade, e é enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde.

Presente ao ato da PUC, seu depoimento no livro (página 148) narra o verdadeiro massacra de que foi vítima: “Acordei no chão da cela com um deles me chutando. Comecei a ser arrastada pelo corredor cheio de policiais, e levada escada acima. Um deles começou a falar que era meu noivo, que ia casar comigo. De repente, os outros começaram a passar a mão em mim, nos meus seios, nas coxas – aquele monte de homens -, e começaram a cantar a marcha nupcial. Abriram a porta, havia uma sala de tortura montada em Ribeirão Preto, com pau de arara, choque elétrico, e aquele monte de homens gritando e me batendo”.

Informações sobre o livro:
www.direitoshumanos.gov.br
“É nossa convicção que a leitura desta publicação jogará novas luzes sobre uma história que o Brasil não deve apagar da memória. E pode mudar opiniões de quem ainda resiste à elucidação profunda de todos esses episódios como passo necessário a uma reconciliação nacional pautada pelo respeito a todos os direitos humanos”. Este é um dos trechos do texto de apresentação, assinado pelo ministro dos Direitos Humanos do governo federal, Paulo Vannuchi, do livro “Luta, substantivo feminino – mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura”. O livro foi lançado em um debate na PUC, no dia 25 de março, também em comemoração do Dia Internacional da Mulher. No debate estiveram cerca de 500 pessoas. Participaram, além do ministro Vannuchi, a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, também do governo federal, os professores Flávia Piovesan, Sílvia Pimentel, Flávio Croce e Marcelo Figueiredo, Rosalina Santa Cruz (ex-presa, representando as mulheres torturadas), e Leo Danesi, pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da PUC.

As histórias das mulheres vítimas da violência da ditadura estão divididas em quatro blocos: “Do golpe aos anos ‘linha-dura’ (1964-1974)”; “A Guerrilha do Araguaia”; “Da distensão ao fim da ditadura (1974-1985)”; e “Depoimentos” – mulheres que sobreviveram às torturas e prisões.

Um dos depoimentos mais pungentes é o de Áurea Moretti, ex-militante das Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN), estudante de Enfermagem quando foi presa, no dia 18 de outubro de 1969, em Ribeirão Preto. Atualmente, vive na mesma cidade, e é enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde.

Presente ao ato da PUC, seu depoimento no livro (página 148) narra o verdadeiro massacra de que foi vítima: “Acordei no chão da cela com um deles me chutando. Comecei a ser arrastada pelo corredor cheio de policiais, e levada escada acima. Um deles começou a falar que era meu noivo, que ia casar comigo. De repente, os outros começaram a passar a mão em mim, nos meus seios, nas coxas – aquele monte de homens -, e começaram a cantar a marcha nupcial. Abriram a porta, havia uma sala de tortura montada em Ribeirão Preto, com pau de arara, choque elétrico, e aquele monte de homens gritando e me batendo”.

Informações sobre o livro:
www.direitoshumanos.gov.br
www.carosamigos.com.br  



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