Para estabelecer um cronograma das ações da classe médica frente às determinações do Governo Federal na área da Saúde, representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) decidiram criar um Comitê de Divulgação Nacional, constituído de três representantes de cada uma destas entidades, que irá coordenar, acompanhar e divulgar a mobilização dos médicos no país. As medidas recentemente anunciadas pela presidenta da República e pelos ministros da Saúde e Educação atingem diretamente a formação em Medicina, o exercício profissional do médico e a qualidade no atendimento da saúde pública.
A decisão de criar um Comitê é um desdobramento da reunião ocorrida no último dia 17 de julho, na sede do CFM, com representantes das entidades médicas nacionais e regionais. Na ocasião, Renato Azevedo Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), discursou para os presentes, enfatizando os graves problemas que enfrentam os médicos, hoje, que atuam no Sistema Público de Saúde, tanto sobre as precárias condições de trabalho quanto à falta de um plano de carreira que estimule o profissional a atuar em regiões carentes. Outros representantes de vários Estados também deram seus informes e agregaram novas ideias à programação preestabelecida.
Parlamentares, como o senador Paulo Davim e os deputados Darcísio Perondi, Eleuses Paiva, Lelo Coimbra e Jandira Feghali, também estiveram presentes no encontro e demonstraram apoio às causas dos médicos contra as últimas medidas anunciadas, como a MP 621/2013, que institui o Programa Mais Médicos, e os vetos da presidenta Dilma Rousseff à Lei Federal nº 12.842, que regulamenta o exercício da Medicina.