Os médicos de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, tomaram uma rasteira da administração municipal. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal em 21 de junho, não prevê reajuste no próximo ano para a categoria. O que não consta na lei não poderá estar no Orçamento do município.
O secretário de Relações de Trabalho do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), José Erivalder Guimarães de Oliveira, classificou a situação como absurda. “Vem sendo discutido um PCCV (Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos) justamente para reestruturar o sistema de remuneração dos médicos. Se a LDO não inclui previsão de reajuste, isso joga por terra o sentido da discussão do plano”, pontua.
Erivalder também critica o fato de as discussões do PCCV não terem avançado. “O debate sobre o esboço do plano começou, mas está paralisado e não há nenhum sinal de sua continuidade”, diz.
Em 6 de abril, houve uma reunião do secretário municipal de Gestão de Pessoas, Gilmar Leone, com representantes da categoria para discutir o plano. A partir daí, as negociações não avançaram mais.