Entre as cidades mais afetadas estão Rio de Janeiro, com 36 óbitos, São Paulo, com 28, e Pará com 25 mortes. O montante de 41% destes profissionais tinha mais 60 anos e, embora o novo vírus seja mais fatal nesta faixa etária, 25% das vítimas tinham entre 41 e 60 anos e em 4 casos os médicos haviam sequer completado 40. O Simesp mapeou ainda que 83% das vítimas eram homens e 17% mulheres. “Nós temos um crescimento exponencial de casos e de mortes no Brasil então, de alguma forma, o aumento no número de médicos e profissionais da saúde mortos acompanha a curva da população geral. A questão é que ela se agrava com condições adversas de trabalho, falta de equipamento de proteção individual (EPI), serviços mal estruturados e cargas de trabalho extenuantes”, explicou Gerson Salvador, diretor do Simesp.
Mais do que números estatísticos, estes profissionais esperavam cumprir seu trabalho e voltar a salvo para casa ao fim de cada turno. “O que também chama a atenção de todos é o grande número de médicos idosos e com comorbidades trabalhando na linha de frente. Afinal, por que estes trabalhadores já idosos estão expostos ao adoecimento e a morte por Covid-19?”, indagou Salvador. O sindicato está vigilante e cobrando dos empregadores, sejam eles públicos ou privados, bem como dos agentes públicos responsáveis, providências que deem o mínimo de segurança aos profissionais.