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Instituto sofre com falta de medicamentos em pleno surto de gripe H1N1 e dengue

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31/03/2016 | Notícia Simesp

Instituto sofre com falta de medicamentos em pleno surto de gripe H1N1 e dengue

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, centro de referência no tratamento de doenças infecciosas graves, está sem medicamentos básicos para atendimento no pronto socorro. A denúncia foi recebida pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

Até o momento, foi relatada falta de medicamentos essenciais como o Cloreto de Potássio (KCI), usado no tratamento de pacientes que sofrem de distúrbios hidroeletrolíticos, e Ceftriaxone, antibiótico que é uma das primeiras opções no tratamento de pneumonia, além de ser usado para tratar diversas infecções. Em ambos os casos, o desabastecimento pode inviabilizar o atendimento de pacientes que chegam pelo pronto socorro do Emílio Ribas.

Para o presidente do Simesp, Eder Gatti, o Instituto corre o risco de perder sua excelência no tratamento de doenças infecciosas. “O hospital passa por uma situação lamentável de falta de insumos em um momento de epidemia de dengue e surtos de gripe por H1N1. O atendimento no pronto socorro já está comprometido e se continuar assim, poderá ser totalmente inviabilizado”, alerta.

Gatti ainda informa que o Instituto chegou a passar por uma situação de desabastecimento de Dipirona injetável, medicação analgésica e para febre, e Nitazoxanida, utilizada para tratar infecções causadas por parasitas intestinais.

A falta de medicamentos pode ser reflexo do corte no orçamento da saúde de R$ 3,8 bilhões oficializado pelo governo no fim do ano passado. De qualquer forma, essa escassez de insumos relativamente baratos ainda acaba aumentando os gastos do Emílio Ribas, uma vez que os médicos precisam prescrever medicamentos substitutivos que são mais caros e poderiam ser poupados caso os estoques estivessem abastecidos.

“É uma conta que não fecha. Além de prejudicar o atendimento da população, colocando sua saúde em risco, ainda temos um aumento de gastos com medicamentos mais caros”, finaliza o presidente do Simesp.