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Instituto Gerir atrasa em dois meses o pagamento dos médicos

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06/12/2017 | Notícia Simesp

Instituto Gerir atrasa em dois meses o pagamento dos médicos

Segundo as denúncias recebidas pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a organização social (OS) Instituto Gerir, que administra o Hospital Municipal de Urgência (HMU), o Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA) e a Policlínica Paraventi, não pagou os salários dos médicos desses serviços referentes aos meses de outubro e novembro. Na última terça-feira, 5, o presidente do Simesp, Eder Gatti, esteve em reunião com o secretário municipal da Saúde de Guarulhos, Sérgio Iglesias, que não sinalizou nenhuma medida a ser tomada para resolver a situação.

A cidade corre o risco de ficar sem atendimento de urgência e emergência do Hospital Municipal de Urgência (HMU) e do HMCA, que perdeu parte de seu corpo clínico na transição de gestão das unidades. “Com a mudança no meio do ano, vários profissionais abandonaram as unidades porque a nova OS impôs que os profissionais deixassem de ser servidores públicos, para se tornarem pessoa jurídica, o que caracteriza fraude trabalhista. Se o pagamento dos que ainda estão em serviço continuar atrasado, a população corre o risco de ficar sem assistência, precarizando ainda mais a saúde da população do município. Se isso acontecer a responsabilidade será única e exclusivamente do prefeito Guti, que negligencia a situação.”, explicou Gatti.

Liminar derrubada
No dia 7 de novembro, um mês atrás, o Tribunal Regional do Trabalho 2ª Região decidiu suspender o contrato de gestão entre a Prefeitura de Guarulhos e o Instituto Gerir, além de pedir o afastamento imediato da organização por entender que a OS desrespeita a legislação trabalhista. A decisão foi tomada mediante ação movida pelo Ministério Público do Trabalho após denúncias por parte do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal de Guarulhos (Stap) e de vereadores da cidade.

Entretanto, no dia 29 de novembro, a liminar foi derrubada pelo presidente do Tribunal, Wilson Fernandes, por entender que a medida foi necessária para não afetar a saúde da população, uma vez que a prefeitura da cidade precisaria de tempo para abrir um novo edital e realizar uma contratação de emergência de uma nova organização social.