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Instituição vai demitir 2 mil funcionários, entre eles 184 médicos

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01/10/2015 | Notícia Simesp

Instituição vai demitir 2 mil funcionários, entre eles 184 médicos

A superintendência da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo informou ao Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e à Associação Médica da Santa Casa de São Paulo (Amesc) a demissão de 184 médicos, com parcelamento das verbas rescisórias. Em reunião na última terça-feira, 29, a instituição afirmou que demitirá o total de 2 mil funcionários.

De acordo com documento enviado pela Santa Casa ao Simesp na tarde da quarta-feira, 30, “os processos de rescisão incluirão o pagamento integral de todas as verbas legais, com pagamento parcelado equivalente à remuneração mensal de cada funcionário, limitando ao valor de R$ 10 mil mensais, até a completa quitação das referidas verbas rescisórias”. Por exemplo, se o funcionário ganha R$ 5 mil por mês e a multa rescisória for de R$ 40 mil, receberá o valor do salário em oito parcelas.

O Simesp propôs, na reunião, alternativas às demissões como a redução na jornada de trabalho, mas a entidade informou que já esgotou todas as possibilidades de alternativas. “Essa medida desrespeita os direitos trabalhistas, mas caso as demissões sejam realmente inevitáveis, o Sindicato quer acompanhar todo o processo, além de exigir garantias de que não haverá injustiça nos desligamentos dos médicos, transparência nos critérios de escolha e diálogo aberto com a superintendência”, explica Eder Gatti, presidente do Simesp.

Ainda de acordo com Gatti, o Simesp quer negociar com a Santa Casa e submeter uma proposta melhor à assembleia com o corpo clínico. “A proposta é muito desfavorável aos médicos, que já estão com salário e 13º atrasados. Cerca de 500 médicos não receberam o salário de novembro de 2014 e nenhum recebeu o 13º salário, o que deveria ser levado em consideração. Vale ressaltar que a categoria não quer que a instituição feche, mas que mantenha a excelência nos serviços oferecidos à população. Os médicos, que lutam pela instituição, não podem pagar pela crise.”, afirma Gatti.

Nesta quinta, em nova reunião, as entidades que representam os médicos cobraram novamente da direção da Santa Casa alternativas ao processo de demissão (pedindo que a entidade considere, por exemplo, medidas como a redução da jornada de trabalho). Além disso, no caso de ser inevitável, que esse processo aconteça com base em critérios claros. A superintendência da Santa Casa pediu que as entidades elaborem um documento com dúvidas sobre o assunto e se comprometeu a respondê-las. Foi marcada uma nova reunião para o dia 7 de outubro.