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Impasse com a Prefeitura pelo vale-alimentação de R$ 500 leva trabalhadores da saúde à paralisação em São Paulo

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21/09/2026 | Notícia Simesp

Impasse com a Prefeitura pelo vale-alimentação de R$ 500 leva trabalhadores da saúde à paralisação em São Paulo

Simesp esteve presente em ato no qual trabalhadores cobram avanço nas negociações pelo vale-alimentação e demais benefícios. Prefeitura e OSs são corresponsáveis pelo entrave

Na última segunda-feira, dia 14 de setembro, trabalhadores da saúde fizeram uma paralisação e ocuparam as ruas do centro da capital por impasses nas negociações com organizações sociais (OSs) e prefeitura em relação à campanha salarial. Com o mote “Fome Zero”, a mobilização cobra avanço nas negociações pelo vale-alimentação de R$ 500 e demais reivindicações da categoria. O Simesp esteve presente no ato para apoiar a mobilização. Representaram o sindicato dos médicos Victor Dourado e Juliana Salles. O ato começou em frente à Prefeitura de São Paulo e seguiu em caminhada até a sede da Secretaria Municipal da Saúde, no bairro da Liberdade. 

Entre as principais pautas da campanha dos trabalhadores da saúde, está o vale-alimentação de R$ 500 por mês, já conquistado pelos agentes comunitários. Os profissionais também reivindicam reajuste salarial e melhorias em benefícios e condições de trabalho, como insalubridade em grau máximo de 40% para toda a categoria.

Victor Dourado destacou que o Simesp tem buscado unir as lutas dos trabalhadores da saúde e avançar na construção de uma campanha salarial cada vez mais unificada, aproximando as pautas e as garantias reivindicadas pelas diferentes categorias. “Quando há unidade entre as diferentes categorias de trabalhadores, temos mais força para apresentar suas demandas, negociar e garantir direitos. Esse tem sido um dos pontos importantes da nossa discussão na campanha salarial”.

Juliana Salles destacou que a remuneração e condições de trabalho também impactam a assistência oferecida à população. “O mote da paralisação é fome zero justamente pelo reajuste do vale-alimentação dos profissionais. É muito importante o serviço de qualidade que vocês, que tentamos garantir no dia a dia. Sou médica, também sou trabalhadora de OS e estou junto nessa luta.”

Sem uma proposta que atendesse às reivindicações dos profissionais, o SinSaúdeSP recorreu à Justiça do Trabalho. Se houver acordo, a mobilização pode chegar ao fim. Caso a mediação não avance, novas paralisações devem ocorrer a partir da próxima semana. As negociações vêm se arrastando há meses. No dia 3 de setembro, mais de 8 mil profissionais já haviam participado de uma manifestação em frente à Prefeitura, segundo o SinSaúdeSP.