De uma lista de 220 medicamentos, 175 estão zerados nos estoques da Prefeitura do Rio de Janeiro. A informação é de Moisés Nunes, presidente da Associação de Medicina de Família e Comunidade do Estado do Rio de Janeiro (AMFaC-RJ). “A situação é bastante dramática”, diz.
A greve dos médicos de família e comunidade teve início em 26 de outubro, entre outros motivos, pelo desabastecimento crônico de remédios nas unidades de saúde do município. E ela segue porque a Prefeitura, além de não resolver os problemas, parece ignorá-los.
Em 14 de novembro, por exemplo, em reunião organizada pelo Ministério Público do Trabalho, o prefeito Marcelo Crivella sequer enviou representantes para negociar com os grevistas. “A gente não teve nenhuma resposta do prefeito”, lamenta Moisés Nunes.
“A gente ainda não teve resposta às nossas reivindicações”, resumiu o presidente da AMFaC-RJ. “A secretaria de saúde tem sido bastante omissa”, ressaltou. A próxima assembleia, para avaliar e decidir os rumos do movimento, será em 23 de novembro. Em entrevista na tarde de hoje, Nunes ainda fez questão de agradecer o apoio da população do Rio de Janeiro. Para saber mais detalhes do início do movimento grevista, clique aqui.
Em nota, o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, além de informar sobre a continuidade da greve, lembra das outras categorias que também seguem paralisadas: psicólogos, odontólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários.