Apesar de contar com recursos aprovados e das inúmeras tentativas dos usuários e entidades, a USP não apresentou até agora nenhuma solução efetiva para recuperação do HU. “Verbas foram conseguidas junto à Alesp após diversas manifestações e reuniões com os parlamentares por iniciativa da própria população. É preciso que contratem imediatamente profissionais para reestabelecer o funcionamento do hospital”.
Desde 2014 o HU sofre com a perda de trabalhadores devido ao Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) da USP, que originou o desmantelamento do hospital. De acordo com dados levantados pelo Simesp, atualmente, o déficit de médicos é de mais de 17%. Para ter um quadro completo, como era em 2013, seriam necessários 299 médicos.
Foram chamados para participar da reunião o reitor da USP, Vahan Agopyan; o superintendente do HU, Paulo Francisco Ramos Margarido; o Coletivo Butantã na Luta, representando os moradores da região; a Associação dos Docentes da USP (ADUSP); o Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP); o Diretório Central dos Estudantes (DCE-USP); o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e a Associação dos médicos residentes da USP (AMERUSP).
Entenda o movimento
Sobre o HU-USP
Desde as demissões em 2014, o HU passou a realizar um número cada vez menor de atendimentos. Reduziu os atendimentos de 17 mil por mês em 2013 para apenas 5 mil. Dos oito centros cirúrgicos, apenas três estão em operação. Já sobre os leitos, dos 230 existentes, apenas 150 estão ativos e com taxa de ocupação reduzida.