Mesmo com os leitos fechados, o hospital trabalha com alto déficit de profissionais de enfermagem e equipes médicas incompletas. De acordo com a presidente da Associação dos Médicos do IIER, Luciana Borges, enquanto o Emílio Ribas é referência para encaminhamento de casos suspeitos de Febre Amarela, o governador Geraldo Alckmin não liberou a contratação de novos profissionais.
Em razão do déficit de profissionais, a Associação dos Médicos do IIER enviou ofício ao secretário da Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, ao Ministério Público e à Casa Civil. No documento, a associação alerta que o hospital está funcionando no limite de sua capacidade, faltando equipe multiprofissional para absorver a epidemia de febre amarela em São Paulo.
Ainda segundo denúncias recebidas pelo Simesp, o pronto-socorro do IIER é o setor que apresenta maior déficit de profissionais. “Ele acumula grandes perdas em seus recursos humanos nos últimos meses sem as devidas substituições, e, se novas contratações não forem realizadas em caráter emergencial, o atendimento à população ficará gravemente comprometido”, explica Luciana.
O Simesp apoia a sucessão dos médicos e levará aos gestores estaduais a falta de profissionais e como isso impacta na assistência à população, além de denunciar a situação o Ministério Público, para o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e para a sociedade.
Problema antigo
Por causa da carência de médicos, sobretudo nefrologistas, o serviço de hemodiálise ficou parado no final de 2015. Para tentar resolver o problema, os residentes do Emílio Ribas realizaram uma paralisação de duas semanas em dezembro de 2015. Na época, alegava-se questões orçamentárias para a não contratação dos profissionais.