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Hospital funciona com menos da metade dos leitos em época crítica

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19/02/2018 | Notícia Simesp

Hospital funciona com menos da metade dos leitos em época crítica

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), hospital de referência para os casos de febre amarela e especializado em crises de saúde pública, está funcionando com menos da metade dos seus leitos aptos para receber pacientes. Dos 199 leitos de internação, só cerca de 94 atualmente estão em funcionamento devido à reforma iniciada em 2013 e com conclusão já atrasada em dois anos, de acordo com denúncias recebidas pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

Mesmo com os leitos fechados, o hospital trabalha com alto déficit de profissionais de enfermagem e equipes médicas incompletas. De acordo com a presidente da Associação dos Médicos do IIER, Luciana Borges, enquanto o Emílio Ribas é referência para encaminhamento de casos suspeitos de Febre Amarela, o governador Geraldo Alckmin não liberou a contratação de novos profissionais.

Em razão do déficit de profissionais, a Associação dos Médicos do IIER enviou ofício ao secretário da Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, ao Ministério Público e à Casa Civil. No documento, a associação alerta que o hospital está funcionando no limite de sua capacidade, faltando equipe multiprofissional para absorver a epidemia de febre amarela em São Paulo.

Ainda segundo denúncias recebidas pelo Simesp, o pronto-socorro do IIER é o setor que apresenta maior déficit de profissionais. “Ele acumula grandes perdas em seus recursos humanos nos últimos meses sem as devidas substituições, e, se novas contratações não forem realizadas em caráter emergencial, o atendimento à população ficará gravemente comprometido”, explica Luciana.

O Simesp apoia a sucessão dos médicos e levará aos gestores estaduais a falta de profissionais e como isso impacta na assistência à população, além de denunciar a situação o Ministério Público, para o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e para a sociedade.

Problema antigo

Por causa da carência de médicos, sobretudo nefrologistas, o serviço de hemodiálise ficou parado no final de 2015. Para tentar resolver o problema, os residentes do Emílio Ribas realizaram uma paralisação de duas semanas em dezembro de 2015. Na época, alegava-se questões orçamentárias para a não contratação dos profissionais.