Médicos de Marília têm salários atrasados pagos e encerram greve iniciada em 26 de dezembro. “Hoje a greve termina com vitória total”, resume Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). “Parabéns aos médicos de Marília”, elogia.
Em assembleia ocorrida na tarde desta quarta-feira, 28, os médicos decidiram pelo fim da paralisação após ter suas reivindicações atendidas. “Esse movimento que aconteceu em Marília é um ótimo exemplo para, inclusive, outras regiões do estado”, avalia Gatti. “Vários municípios estão atrasando pagamentos”, lembra.
Os médicos de Marília, cidade a cerca de 400 quilômetros de São Paulo, decidiram pela deflagração da greve na semana passada. Os profissionais da Estratégia Saúde Família, contratados pela Associação Feminina de Marília Maternidade e Gota de Leite, por sua vez, contratada pela Prefeitura, estavam com o salário de novembro e o 13º em atraso.
Médicos do Pronto Atendimento Zona Sul (PA Sul), que estavam com os salários de outubro e novembro atrasados, também tiveram a regularização dos seus vencimentos. Eles não aderiram ao movimento para garantir que os atendimentos de urgência e emergência da população fossem mantidos.
“Sem pagar os médicos fica difícil garantir um sistema de saúde que funcione de forma adequada”, avalia Eder Gatti. “A nossa luta extrapola a defesa do salário. É uma luta pelo bom funcionamento do sistema de saúde municipal”, enfatiza.