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Grupo formado por médicos e enfermeiros discute influência da opressão no ambiente universitário

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10/03/2016 | Notícia Simesp

Grupo formado por médicos e enfermeiros discute influência da opressão no ambiente universitário

O Grupo de Humanidades da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), o Padeia, debateu em evento realizado nesta quarta-feira, 9, as opressões sociais, como a violência contra mulheres e homossexuais, que acabam afetando o ambiente universitário. O debate norteou o primeiro Fórum de Humanidades realizado pelo grupo.

“Discutir humanidades significa humanizar e sensibilizar os futuros profissionais da saúde. Escolhemos o tema ‘Opressões’ por ser muito atual dentro das universidades no Brasil e no mundo, além de estimular debates filosóficos, éticos e sociais”, afirma Monique Fávero Beceiro, aluna do 3º ano de medicina e coordenadora discente do Paideia.

Participaram do fórum especialistas em educação, sociólogos e membros e depoentes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de Violações de Direitos Humanos nas faculdades paulistas, da Assembleia Legislativa de São Paulo. Além de debates, o evento também promoveu oficinas, apresentação de pôsteres e intervenções culturais.

O diretor geral da Famerp, Dulcimar Donizeti de Souza, classificou o fórum como extremamente importante, pois traz temas recorrentes na sociedade para o ambiente acadêmico e permite discussões que quebram tabus e estimulam a conscientização.

“É um evento que reforça a empatia e a integridade de nosso corpo discente com relação ao universo que vai muito além dos muros da faculdade, mas que contempla a vida como um todo. Mais que formar profissionais, o lema da Famerp é formar pessoas e o Paideia tem grande participação nesse conceito”, avalia.

O presidente do Simesp, Eder Gatti, que esteve no evento, elogiou a iniciativa dos alunos da Famerp, dizendo que tiveram muita maturidade ao trazer e debater tema tão importante.

“Desde a graduação até a residência, a formação médica é pautada pela hierarquia. Muitas vezes, isso acaba fazendo com que o ambiente se torne opressor, fazendo com que o formando tenha dificuldade em responder positivamente a isso. Lá na frente, essa opressão pode transformar-se em problemas psiquiátricos, como a depressão, refletindo-se negativamente no mercado de trabalho”, avalia.

Quando o assunto é discutido, segundo Gatti, como aconteceu no fórum da Famerp, os alunos podem, a partir do ambiente universitário, jogar as sementes para que se preparem melhor para lidar com situações desse tipo no futuro.

Com informações da assessoria de imprensa da Famerp