O governo criará um programa para recrutar médicos estrangeiros interessados em trabalhar no País. A ideia é lançar no próximo mês um chamamento internacional, dirigido a profissionais de todas as nacionalidades.
A iniciativa, cujos detalhes finais ainda estão sendo alinhavados, atende a uma encomenda da presidente Dilma Rousseff feita ano passado: aumentar a oferta de médicos no País, com estratégias de curto e médio prazo.
Pelo formato em discussão, médicos teriam de trabalhar durante determinado período em cidades consideradas prioritárias – aquelas que convivem com carência de profissionais, nas áreas mais afastadas no País. Os salários seriam pagos com recursos do governo federal. Médicos trabalhariam nas regiões atendidas pelo programa por um prazo de pelo menos dois anos e receberiam uma licença especial para exercer a profissão.
Hoje, médico formado no exterior só pode atuar após ter o diploma reconhecido no País. Isso é feito por meio de provas de validação, ofertadas por universidades e pelo Revalida, prova organizada pelo governo federal.
Desde 2012 o governo estuda mecanismos para ampliar a oferta de médicos no Brasil. A primeira medida foi adotada em meados de 2012: a autorização para criação de 2.415 vagas de cursos de medicina, em instituições públicas e particulares.