Mais uma vez, os médicos, trabalhadores do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), foram surpreendidos com a postura ditatorial do governo do Estado de São Paulo, quando receberam, com indignação, a informação de liminar assinada pelo juiz de Direito da 14ª Vara da fazenda Pública do Foro Central, dr. Randolfo Ferraz de Campos, suspendendo a greve no Iamspe.
A administração estadual nada mais fez do que enganar o judiciário com falsas informações acerca da mobilização dos médicos. Desta forma, os trabalhadores reunidos em assembleia, na manhã de 18 de maio, ratificaram a posição do Simesp em prosseguir com o movimento grevista, fazendo desta forma prevalecer o direito de organização da categoria.
Há anos os médicos tentam conversar com o governo a fim de garantir melhorias no Iamspe. É um descaso total o que vem acontecendo. Os pacientes do Instituto – predominante de idosos – vêm sendo penalizados cotidianamente com a falta de médicos, demora na marcação de consultas e exames. Por outro lado, os profissionais sofrem com os baixos salários e inadequadas condições de trabalho.
Ao invés de negociar, o governo joga pesado; agindo como nos anos de chumbo, jogando por terra os direitos de organização de uma categoria. A direção do Iamspe se mostra autoritária e incapaz de gerir uma instituição tão séria e antiga. Não consegue escutar os apelos daqueles que estão no dia a dia do Hospital, que conhecem a fundo suas reais necessidades. A atual gestão deveria dar lugar a gestores que realmente fossem comprometidos com a luta dos médicos e da população.
O movimento dos médicos é legítimo! A saúde do Iamspe pede Socorro! O Sindicato dos Médicos de São Paulo está tomando as providências jurídicas cabíveis para resguardar TODOS os DIREITOS dos médicos.